sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Pensar...

Pensar, questionar continua sendo um pecado na atualidade. Gostaria de entender qual é o problema de ter sua opinião. De ter sua própria vida. Demonstrar o que se pensa trás problemas. Criticar pessoas e instituições respeitadas pela sociedade, trás muitos problemas. Dizem que somos livres, mas não temos direito de pensar. Isso não é ser livre. Ser forçado a ter fé, no que não acredita. Ter que respeitar, o que não aceita. Ter que realizar, o que não se quer. Já está na hora de acabarmos com isso. Temos que ser nóis mesmos. Deixar esses dogmas de lado. E daí se falarem de você? Pelo menos, vão saber que existe. Não vai ser, simplesmente, mais um na multidão. Vai incomodar. E talvez, faça com que  mais alguém acorde. Isso seria, certamente, uma vitória. Porque a cada mente pensante que surge, alguma mudança importante acontece no mundo. Assim, chegamos mais perto, de ter pessoas melhores. Que se importam com alguma coisa  útil. E não ficam presas em coisas, que nem sabem se realmente existem.

Jéssica A. Espindula.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O tempo que passou

E mais um dia se passa, tudo correu como o de costume. Acordei. Almocei. Vaguei à tarde, entre o computador e o puro e simples tédio. Cada minuto passava lentamente. As letras das músicas iam fundo em minha mente, mas eram músicas comuns, sem nenhum significado importante e digno de ser pensado.
De repente me pego a pensar na vida, em tudo o que fiz e deixei de fazer. Muitas ocasiões vieram e foram analisadas, todas com muito cuidado. Em algumas percebi que pequei por excesso, acabei exagerando em tudo, sorri de mais, chorei de mais e o pior, esperei de mais das pessoas. E com esse esperar de mais é que cavei a minha própria ruína. Sofri e percebi que o sofrimento fortalece, mas machuca.
Em outras ocasiões errei por falta. Falta de interesse, falta de esperança e vontade. Nessa hora vi que a ausência causa um bom estrago, às vezes muito maior do que por algo em excesso. Ao nos fazermos ausentes abrimos caminho para os que estão a nossa volta e querem nos derrubar. E a ausência machuca fundo e deixa uma marca muito grande.
Mas de qualquer forma conclui que em tudo que fiz não resta nada a ser feito. Se restar virá com o tempo.  E o arrependimento que antes existia já se foi como o tempo que passou e não voltará jamais.


Raiane R. Reinell

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Instante

A respiração está acelerada, os pensamentos passam como um flash de luz e, a raiva dominava cada parte do meu corpo. Foi nessa hora que tudo parou e os pensamentos passaram a fluir normalmente.
Nesse instante a filosofia passou a reinar absoluta.  Os questionamentos vagavam por todo o meu corpo.
O que somos?  De onde viemos? Para que estamos aqui?  Perguntas difíceis de responder.
Creio que respondê-las é algo inalcançável, pois se alcançar essas respostas as coisas podem ficar sem sentido.
No meio de tantos tormentos é que encontramos alguns segundos, milésimos de segundos para refletir sobre tudo, sobre metas, sonhos, desejos, coisas passadas e por aí vai.
Por fim a raiva passa, a respiração volta ao normal, e os pensamentos se estabilizam. E  a vida volta ao normal, com seus altos e baixos.

Raiane R. Reinell

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Conclusões

A leve brisa tocava meu rosto, fazia me pensar em quantas vezes eu chorei, gritei e reclamei de coisas cujas respostas e soluções não estavam ao meu alcance. Percebi que nem tudo depende de mim, há coisas que vem com o tempo, algumas de forma rápida, outras mais devagar. Mas o que importa realmente são o valor e o sentido que damos a elas.
Em algumas horas de nossas vidas deixamos de dar o valor necessário a coisas importantes, como nós mesmos e o que sentimos perante os outros. É nessa hora que deixamos de ser seres pensantes e passamos a ser simples corpos no espaço.
Essa luta é constante, a luta por descobrir quem somos, ou descobrir um sentido de termos sido, há algum tempo atrás, o espermatozoide mais rápido no útero de nossas mães. Se estamos aqui, devemos, pelo menos fazer algo útil do tempo que desfrutamos. Fazer algo que nos satisfaça como simples, mas únicas, pessoas que somos. Marcar a vida de alguém, para que depois sejamos lembrados.
São tantas as perguntas, que seria necessário não uma brisa, mas sim uma grande rajada de vento para que todas viessem à tona. Ou grande parte delas. E mesmo assim, muitas ficariam sem resposta.

Raiane R. Reinell

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Medos

Às vezes tudo parece dar errado, o porquê? Não sei, nunca sei. Simplesmente dá errado. Porém a momentos que ocorre tudo tão bem que... Dá medo. Medo de ter algo errado, medo de que estrague tudo, medo de mim, medo de todos, medo de tudo. Às vezes o medo é a única escolha. As decepções são tantas. Os obstáculos são muitos. As trancas são fortes. Os degraus longe de mais. As cortas escorregadias. Sem atalhos. Vamos apanhando. Alguns medos passam, outros aumentos. Algumas vitórias são alcançadas e derrotas nos alcançam. E assim vamos vivendo, com desafios, que sem perceber vão nos fortalecendo. Desafios que nos ajuda a vencer as próximas batalhas, porque a guerra está longe de acabar.

Jéssica A. Espindula.

Fonte de inspiração

As coisas não são simples. Nunca foram e nunca serão. Os nossos sentimentos embaralham tudo. Fazem com que uma simples palavra, acabe com um dia. Quem nunca se sentiu assim? Quem nunca ouviu ou disse algo que o deixou mal? Entender o que as pessoas sentem é difícil. Muito difícil. Mas, existem pequenos detalhes que são comuns a nós, seres humanos. Gostamos de carinho e atenção. Isso é fato. Buscamos a felicidade, a liberdade e compreensão. Porém, como conseguir isso? Não sei. É uma pergunta sem resposta. Isso nos intriga, e nos leva a perguntar cada vez mais. Sempre buscamos respostas para tudo. E nesta busca incansável, somos presos em nossas mentes. Em pequenas paranóias. Que levam alguns a louca, e outros a escrever.


Jéssica A. Espindula.

Realidade

Dizem que o planeta está mudando. Bobagem. Já mudou. Seja bem vinda Revolução Industrial! O problema não é a tecnologia em si, e as mentes doentias que a possuem. Pesquisas, pesquisas, resultados. As pesquisas são para “ajudar o mundo”, os resultados são para os que mandam nele.
Alimentos geneticamente modificados. Genial, vamos alimentar todo o planeta! Nada, vendemos para quem paga mais. Quem se importa se mais alguns milhões morrerem de fome? E os remédios... Dão lucro. Será que é por isso é que a cura é tão difício de ser descoberta? Manipulação. Não diria que é a única palavra existente no vocabulário dessas pessoas. Mas, sem dúvida, é a única que elas realmente sabem o significado.
E no meio de tanta corrupção, em que o sofrimento de uns  é o auge de outros. Pessoas se veem perdidas. Lutam todos os dias para sobreviverem. Lutam por um prato de comida. Lutam por aquele alimento, que foi posto no lixo, porque não agradou o paladar refinado do seu dono. É fácio desperdiçar quando se tem algo para isso.
Abandonados. Órfãs do capitalismo. Órfãs da humanidade. Esquecidos. Só servem para uma coisa... Golpes de Marketing. Afinal, as celebridades precisam fingir que se importam, assim permanecem um bom tempo na mídia. Televisão, mais um meio de manipulação, levar alienação aos alegres lares. Mais uma tecnologia, que como tantas outras, são usadas para levar o mundo e todas as mentes pensantes ao fim.


Jéssica A. Espindula.