sexta-feira, 13 de maio de 2011

Noite



A noite segue fria. Segue meus pensamentos. Frio como tudo. A brisa gélida é o reflexo da minha alma. Esta tem se tornado mais fria a cada instante.
Há pouco tempo às coisas corriam a uma velocidade aceitável. Chegou um momento em que as coisas saíram de controle. Nesse sutil instante a noite ganhou um novo sentindo. Clareza. Tudo ficou claro como o dia, na noite fria.
Os pensamentos são ventilados e fluem levemente. Palavras caem como pingos de chuva. A folha em branco já não esta vazia. As palavras que caem se acomodaram muito bem no papel.
A acomodação delas sugere um texto meio incompreensível. As palavras estão certas. Tudo se torna tão confuso como quem as escreve. A confusão é tanta que a noite fria, o vendo mais intenso e as dores nem são percebidas. Na noite tudo muda.
Raiane.R.Reinell

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Foi o melhor.

                                   


Às vezes temos que escolher. seguir um objetivo. Essas escolhas doeram. Creio que fiz o melhor. Pelo menos, foi o melhor que pude fazer. Doeu. Muitas lagrimas deixei cair e muitas caíram. Mas, era a única coisa que podia queria magoar ninguém. Desculpa-me. Tive que ouvir conselhos. Aceitar algumas realidades. Perdão. foi o melhor. Não tente me entender. Essa não é uma coisa sensata a se fazer. Minha mente é confusa demais, para qualquer um entender. Eu não me entendo. Sempre me vejo diante de perguntas sem respostas. Eu sou assim. Uma incerteza. Uma estrada que não se sabe aonde vai levar. Seria egoísta, se deseja-se que me entende-se. É complicado demais pra você. Só quero que me perdoe. se não for possível, paciência. Pelo menos eu tentei. É difícil achar a solução de alguns problemas. Não sei o porque da minha decisão. Só sei, que a solução foi o fim. Infelizmente. Foi a única coisa que nos restou. O inevitável fim. O espetáculo terminou. As cortinas, selaram mais um capítulo da minha vida.

Jéssica A. Espindula.

Observador



Às vezes é cruel ver tudo em uma perspectiva externa. A vida passa e de nada adianta. Tento ajudar, mas de tanto observar percebo o quão inútil sou.
Vejo lágrimas correrem e a única coisa que posso fazer é emprestar meu ombro para que elas não caiam no chão. É difícil ser parcial ou invisível em situações tão próximas. As coisas correm paralelas a uma velocidade constante. Não há disputa, só caminho incerto a seguir
Vejo. Não vejo. Não sei o que vejo. Tudo tão parecido. Não faço escolhas. Só observo. É triste observar tanto, mas seria mais triste fazer a coisa errada. Simples e sutil consolo.
Pode doer fazer a coisa errada. Sou idiota. Faço a escolha. Sinto remorso, um pouco somente, mas sinto. Agora, o que posso fazer? Nada. Somente olhar para frente, sorrir para o nada e ir colocando um pé na frente do outro. Seguir.
Se fiz a escolha realmente errada até hoje não descobri. Talvez sim. Talvez não. De tanto observar misturei o meu certo e errado em um único e imutável lugar. Não há mais volta, não há.

Raiane.R.Reinell

terça-feira, 10 de maio de 2011

Guerra


É, são tantas as escolhas que fazemos e, que o acaso nos faz. As escolhas nos levam a caminhos diretos ou muitas vezes alternativos. Algumas escolhas não são feitas por nós e, consequentemente, nos fazem sofrer. No sofrimento pensamos chegar ao fundo do poço e, imaginamo-nos ali para todo o sempre.
Vivendo em um lugar claustrofóbico observamos as coisas de forma diferente. As derrotas do passado foram vistas como peças de um grande e único quebra-cabeça. Cada pequena peça foi resultado de uma grande ou pequena queda.
As peças foram se encaixando e algo importante passou a se formar. Personalidade própria. Só isso. Cada queda, cada lágrima ou cada urro de dor contribuiu para isso. Cada fase ultrapassada gerou uma pequena e sutil cicatriz. O conjunto de tantas cicatrizes formou uma forte e única personalidade.
Portanto, apesar de tantas quedas, dores e incansáveis lágrimas, coisas boas aconteceram. As marcas do passado refletem no presente e persuadem o futuro a algo promissor. Dores vêm, ilusões virão e mais marcas serão feitas. A única forma de aceitá-las é fazer delas uma vantagem na guerra. Em uma guerra chamada vida a qual todos querem vencer e, só os melhores conseguem.

Raiane.R.Reinell 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Utopia


Coisas boas acontecem, são idealizadas, mas a vida segue e seguimos também. Sonhamos com coisas que jamais se tornarão realidade, mas sonhamos também com fatos passiveis de se realizarem. As utopias que são seguidas simplesmente acabam em ruínas.
Quem as segue sofre por algo inalcançável e inútil. Pode-se até ser feliz em meio a essa jornada, mas ela será inútil, não haverá um fim, mas sim o fracasso. Utopias alimentam vidas com tofu.
Já correr atrás de sonhos possíveis torna a vida mais gostosa, digna de ser vivida.  E assim olhamos o mundo como se olha um rochedo a ser escalado. Temos a certeza que caindo ou não, vamos chegar ao topo. E, ao chegar ao topo vê-se tudo de cima. Percebe-se que a caminhada não foi em vão e por mais penosa que tenha sido, coisas boas aconteceram.
E, se por um ato de azar cairmos do topo tudo terá fim. Um novo sonho surgirá. Uma nova montanha, um novo motivo. O único empecilho é constatar se é um sonho ou uma simples utopia.

Raiane.R.Reinell 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tempo


Tic
Tac
Toc?
Não
Isso não é tempo.
É porta,
Aberta?
Fechada?
Não sei
Veja você
a vida é sua.
E a minha?
Não existe mais
Tempo
Tempo perdido

Raiane.R.Reinell

terça-feira, 3 de maio de 2011

Valeu a pena?

Olhando as estrelas paro para refletir. Será que tudo que vivi, valeu a pena? Não sei. Só sei, que nada irá voltar atrás. Não temos poder sobre o tempo. Não dá para voltar, e escolher o que reviver. Que pena. Pensando bem, acho que faria tudo de novo. Não existe uma vida perfeita. Se concertássemos alguns erros,  faríamos outros. Sempre irão existir erros. Com eles que aprendemos a viver, caindo e levantando, que encontramos o sentido da vida. Descobrimos o que realmente importa. Ou melhor, quem realmente importa. Por quem realmente vale a pena lutar. Chorar. Sorrir. Aprendemos a valorizar pequenos detalhes. A apreciar coisas simples. Uma bela noite na praia. Um abraço. Conversar com os amigos.  Coisas simples, que fazem muita diferença. Que alegram o dia e fazem falta. Não sei se tudo valeu a pena. Só sei que aprendi muito e estou feliz. E tenho uma certeza ainda maior, tenho muito para sorrir, chorar, e aprender.

Jéssica A. Espindula.