segunda-feira, 30 de julho de 2012

Talvez não, certeza




Talvez um sorriso no rosto não baste.
Talvez uma paz incessante.
Talvez uma alegria constante
Um sentimento difícil de descrever
Um olhar tranquilo,
Um abraço seguro
O silêncio de um mosteiro
A canção de um sentimento
O amor de uma vida
Um espera bem sucedida
No caminho,
Ah, no caminho,
Um sorriso radiante
Uma espera rápida
Uma angustia feliz
Um ônibus correndo
Um sentimento mais rápido ainda
E, no fim, no começo,
Uma chegada.
Um beijo,
Um abraço,
Uma paz
Uma alegria
Enfim,
Um reencontro
Reencontro de grande amor.

Raiane.R.Reinell

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sentimento Louco




Um sentimento louco
Assassino
Sobrevivente
Não mais insignificante
Talvez nunca tenha sido

Catastrófico
Irradiante
Um sol mais perto
Uma lua mais sedutora

Magnifico pela malicia
Imperfeito pela insensatez
Enfim, só mais um sentimento
Ora abstrato,
Ora concreto.

Só um sentimento,
Amor,
Tão louco,
Tão irracional amor.

Raiane Reinell

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Conto jamais de fadas



O amor esqueceu e só deixa a dor. É Raul, estás certo. Essa desgraça de amor é o filho de uma bela de uma puta. Faz-me baixar o calão.  Prejudicou muitos, ajudou também, mas o pior sempre prevalece.
O masoquismo é eminente. Só sobram malditas lembranças que se remoem. Nem o carinha que nasceu a dez mil anos atrás sabe a cura pra isso. Afinal, ele viu o amor nascer e se assassinado.
Creio que quando o tal amor nasceu ele era uma criança boazinha, que trazia felicidade ás pessoas, que encantava. Mas ele tinha pais violentos, mal humorados e vingativos. Aí ele cresceu e foi ficando amargurado, rude e muito perverso. Ele começou deixando as pessoas felizes, mas como ele não era feliz vingou-se na tristeza dos outros, deixando todos em pranto.
De maldade em maldade ele foi sendo odiado pelas pessoinhas que sofriam por causa dele. Eles reuniram-se com tochas, lanças e sabe-se mais o que. Todas as armas foram muito bem utilizadas, o coitado do amor tentou correr, entretanto não foi rápido o suficiente. Então, o amor morreu.
Agora se vive um amorzinho fajuto típico da modernidade e um pouco diferente daquele que o Raul costumava cantar. O tal amor tenta nascer e morre antes mesmo de começar a caminhar. Assim as pessoas ficam escrevendo bobagens para não sofrer tanto por amor.


Raiane.R.Reinell

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Guarda-Olhos




Permaneço escondida em mim mesma, o que sinto não demonstro, o que é meu não reivindico. O guarda-chuva esconde minha face para que outros não a vejam. Não é medo, não é vergonha, é precaução. Não quero que vejam o que luto tanto para esconder. Não quero que vejam que sou tão humana quanto todos, que sofro por amor e me alegro com coisas simples. O guarda chuva esconde meus olhos. Esses podem em questão de segundos me delatar a quem os olhar profundamente.
A janela para meu interior. Olhos cansados de tudo. Felizes com a vida. Cansados de lutar. Pronta para ir em frente. Eu acho. Não sei. Nunca sei das coisas. Não me importo. E você? O que tem a ver com isso? Nada. Isso mesmo. Nada. Pronto. Acabou.

Raiane.R.Reinell

sábado, 19 de maio de 2012

Talvez o tempo



Uma felicidade insana se aposse de um humilde ser. O motivo não se sabe. É uma felicidade boa, sem opiniões e contradições. É um momento raro e, por isso, merece ser aproveitado. Sorrisos loucos chegam as faces rosadas e sem álcool. É divertido.
A música vai fundo, penetra até as veias, corre junto a uma velocidade desconhecida e chega ao tão cansado coração.  Chega, volta e sai com a respiração e depois, como num ciclo, penetra as veias de novo.
Essa sensação bem que podia ser constante. Não seria nenhum pouco ruim rir mesmo com alguns pequenos e incômodos problemas. Os problemas perderiam o sentido se a vida seguisse sorridente.
Ela não segue, é meio bandida essa ai. Mas, o lance é aproveitar o momento. Os problemas vão chegar, ou melhor, vão aflorar de novo, é natural. Hoje eles deram uma pausa, foram descansar. E, no fim tudo vira uma festa.
Os sorrisos continuam, o sono vem chegando, mas ainda não é a hora de dormir, não é mesmo. Se os sorrisos permanecem não é mesmo a hora de dormir e acordar os problemas para tirar o sono. Deixe que o sorriso viva bastante. Até as músicas que ouvidas trazem lembranças estão sendo bem aceitas. Talvez o tempo esteja realmente surtindo efeito, só talvez, não se sabe e, não saber é bom em alguns casos.
Que o tempo passe, que a vida não corra, mas não ande devagar, siga apenas. Que o tempo faça o trabalho que tem de fazer. Que as respostas cheguem no momento certo. E, que os sorrisos permaneçam o tempo que for necessário, ou seja, sempre.

Raiane.R.Reinell

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A garotinha




A garotinha andava pela praia à noite e, pronto, morreu. Não, não é uma boa história. Vamos recomeça-la.
Em uma noite e clima envolvente uma solitária garota ou mulher, caminhava pela praia. Silenciosamente seus problemas, medos e aflições a espreitavam. Ela não via isso.
Caminhava e seguia caminhando. A caminhada parecia não ter fim. A cada estante o céu escurecia mais. Ela também não percebia isso.
Ao chegar num pequeno rochedo à garota/mulher parou. Por longos instantes seus olhos fitaram o mar, bem ao longe. Quase não se via o mar. A única coisa visível era seu começo, pois as luzes da cidade ainda alcançavam aquele pequeno trecho de praia.
De nada sabia ela. Seus problemas, medos e aflições ali estavam. Escondidos em meio às sombras do rochedo. Eles estavam a observando há muito tempo, muito mesmo.
A pobre garota mulher não viu todos eles a cercarem. O mar a iludiu e toda a realidade, dura realidade, foi deixada de lado. Ela não viu o que a sufocou tão rápido.

Raiane.R.Reinell

terça-feira, 15 de maio de 2012

Conversando com os mortos...


Passado, meu querido passado.
Mortos, o que hoje nos confessaram?
Aonde estão os seus diários?
Não escondam-se.
Queremos apenas decifrá-los.
Não ocultem de nós a verdade.
Que isso... Não daremos trabalho.
Só precisamos de documentos.
Só isso.
Temos a necessidade de conhecer o passado.
É a nossa paixão.
Quando os deixaremos em paz?
Nunca!
Somos historiadores, lembram?

Jéssica A. Espindula.